15/05/2006

Nilo Sérgio & Sua Orquestra 1959 "Dançando Suavemente" [Musidisc XLP3]

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Em 1959 Nilo Sérgio lançou em sua gravadora, a Musidisc um LP diferente: clássicos modernos em um set sofisticado, porém os arranjos teriam que ficar a cargo do Maestro Carioca, seu primeiro mestre e incentivador musical. O resultado é “Dançando Suavemente” uma seleção primorosa de faixas entre o fox e o jazz, com a magia do teclado de Nilo, emoldurada pela orquestração multi-colorida do Maestro Carioca. “Blue Star”, “You do Something to Me”, “Speak Low”, “Fascination”, “Love Letters”, “Blue Moon” e outras fazem deste LP um clássico. A capa é do mestre Aldemir Martins, um grande artista visual brasileiro, falecido em 2005; fica aqui nossa homenagem. Meu muito obrigado também ao Simon Boutman por mandar 4 das faixas, que na minha cópia estavam em mal estado.
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Musidisc Hi-Fi XLP3
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01 Prefixo “Blue Star [the Medic Theme]” [Victor Young, Eduard Hayman]
02 You do Something for Me [Cole Porter]
03 Speak Low [Kurt Weil, O. Nash]
04 Linger Awhile [Vincent Rose, Harry Owens]
05 Blue Star [the Medic Theme] [Victor Young, Eduard Hayman]
06 Fascination [F. D. Marchetti]
07 Devaneio [Djalma Ferreira, Luiz Antônio]
08 Love Letters [Victor Young, Eduard Hayman]
09 Over the Rainbow [Harold Arlen, E. Y. Harburg]
10 Bongô Para Dois [Nilo Sérgio]
11 Blue Moon [Hart, Rodgers]
12 Sufixo “Blue Star [the Medic Theme]” [Victor Young, Eduard Hayman]

Sidney com Orquestra e Côro Sob Direção de Astor 1959 "Isto é Dança II" [Columbia 56078]

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Sidney foi um pianista que na virada das décadas de 50 e 60 atuou no cenário musical brasileiro com bastante sucesso. Já Astor foi importante maestro e sua orquestra ficou famosa pela força dos metais. Este é o segundo volume de uma série de compactos duplos que a Columbia lançou como uma prévia de seus LPs “Isto é Dança” volumes 1, 2 e 3. No lado A sucessos nacionais: “Nossos Momentos” [Haroldo Barbosa, Luiz Reis] e “Sou Eu” [Waldir Machado, Rubens Machado]; no B êxitos internacionais como “Romântico” [Chopin adaptado por S. Manes] e o clássico “Tea For Two” [Caesar, Youmans]. Espero que gostem!
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01 Nossos Momentos [Haroldo Barbosa, Luiz Reis]
02 Sou Eu [Waldir Machado, Rubens Machado]
03 Romântico [tema da Balada n.1] [Chopin, S. Manes]
04 Tea for Two [Ceasar, Youmans]

Luiz Humberto, Órgão & Rítmos 1962 "Temas Para Dançar" [Paladium 20003]

Lançado em 1962 pela gravadora Paladium, que a exemplo da Elenco, foi uma entre as intrigantes gravadoras “independentes” que surgiram no Brasil dos anos 60, este disco traz Luiz Humberto no órgão hammond e no piano e ainda conta com um excelente set de músicos [infelizmente não creditados] que inclui violão, sax e bateria. No repertório, hits nacionais da época e alguns standards internacionais, variando entre bossa, jazz e temperos de música latina. “Temas Para Dançar” é um disco divertido, feito para você dançar, um belo exemplo da arte musical brasileira no início da década de 1960.

Luiz Humberto 1962 “Temas Para Dançar [Palladium 20003]”

01 Poema do Adeus [Luiz Antônio]
02 Look for a Star [M. Anthony]
03 Fiz o Bobão [Haroldo Barbosa, Luiz Reis]
04 Cariñito [Humberto Garin]
05 Falsa Baiana [Geraldo Pereira]
06 Harlen Nocturne [Hagen]
07 Chora Tua Tristeza [Oscar Castro Neves, Luverci Fiorini]
08 Palhaçada [Haroldo Barbosa, Luiz Reis]
09 Quem Manda na Minha Vida [Herivelto Martins, Raul Sampaio]
10 Se Meu Apartamento falasse [Charles Willians]

16/01/2006

LIMITE

Em 1931 o cineasta brasileiro Mário Peixoto dirigiu o revolucionário longa-metragem Limite. Rodado em Mangaratiba e belamente fotografado por Edgar Brazil, Limite transpôs ao nosso cinema e conseqüentemente à nossa realidade, a estética do cinema de vanguarda europeu, principalmente o soviético que na época já era muito sofisticado. O fato porém não passa de detalhe, pois em Limite, Mário Peixoto ousa: brinca com planos, câmeras, narrativa em flashback, negativos, movimentação de imagem e muita estranhesa. O filme cria uma onda de tensão que atinge seu ápice em um final espetacular. Com atuações de Olga Breno, Taciana Reis, Raul Schnoor e de D. G. Pereira; e músicas que incluem obras de Erick Satie, Borodin, Debussy entre outros, Limite é uma aula de cinema. Sem dúvida alguma um dos mais belos filmes já rodados no Brasil e no mundo.

No final de 2005 meu parceiro musical e eu estávamos produzindo uma faixa meio intrigante. Por acidente enquanto escutava a faixa no computador, as imagens de Limite passaram ao mesmo tempo em que a música, o que criou um efeito ainda mais intrigante.

Depois de muito trabalho, aqui está nossa homenagem ao filme Limite, à seu diretor Mário Peixoto e ao fotógrafo Edgar Brazil. A música foi composta por DJ Caique e condimentada por Thiago Mello. O vídeo foi editado por Thiago Mello e condimentado por DJ Caique. Está disponível para download via Rapidshare em boa qualidade de imagem e som. Espero que gostem. Dúvidas pode ser enviadas via email e comentários são muito bem vindos!

Em texto na revista online de cinema, o site Contracampo: http://www.contracampo.com.br/62/limite.htm Paulo Ricardo de Almeida sintetiza: "Em Limite o homem é responsável por suas próprias algemas, visto que, a fim de suportar o fardo de que o mundo existe independente dele, cria o Tempo, que se revela através das memórias dos personagens à deriva na imensidão inescapável, tanto do mar quanto do horizonte."

this link will be reposted soon

In 1931 Mário Peixoto a young brasilian cineast, has directed one outstanding and revolutionary full-lenght movie called Limite. It was shot in Mangaratiba coast, and photographed by Edgar Brazil. The film brought to the local screen scene the "new" aestetics of the European cinema, especially the Russian one, fully sophisticated at that time. But all that is mere detail, because on Limite, Mário Peixoto goes far beyond. Playing with frames, cameras, flashbacks, negatives, movings and much of some strange imagery. All to bring a tense wave that grows in a crescendo that leads to one extraordinary ending. The actors were Olga Breno, Taciana Reis, Raul Schnoor and D. G. Pereira. The music includes pieces from Satie, Borodin, Debussy among others. Limite is a masterpiece, one of the most beautiful films ever made.

At the ending of 2005, me and my musical partner was about to produce one intriguing track. While listening to the track, my pc started to play the film Limite by accident, creating one even more intriguing effect. After some work, here we offer our tribute to Limite and it's director Mário Peixoto and it's photographer Edgar Brazil. Music was composed by DJ Caique and tempered by Thiago Mello. Video was edited by Thiago Mello and tempered by DJ Caique. Download via Rapidshare in a good quality video archive. Doubts and sugestions, just email me. Enjoy!

At the Contracampo cinema web zine Paulo Ricardo de Almeida concludes: "Limite shows mankind as responsible for its own prisons. In order to support the fate that the world exists independent of mankind, they create the Time, the same that is then revealed trought the memories of the characters diving on a great opressive fairground of immense ocean and horizon."

09/12/2005

Onilda Figueiredo 1956 [Mocambo LP 10026]

Primeiro LP, gravado em 1956, da então adolescente Onilda Figueiredo, representante da canção tradicional brasileira, na fase áurea do samba canção abolerado. A faixa “Nunca, Jamais!” fez muito sucesso, e levou a cantora a ser grande destaque no rádio. Depois de mais de 400 downloads o link expirou, devido ao novo formato do servidor... Mas logo voltará a ser editado.